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Nosso projeto

Proteger as tartarugas marinhas é essencial para manter os ecossistemas marinhos saudáveis, preservar a biodiversidade, apoiar as economias locais, e respeitar o patrimônio cultural. Ao garantir a sobrevivência das tartarugas marinhas, contribuímos para a saúde geral e a sustentabilidade dos nossos oceanos e do planeta.

Por que é importante
proteger as tartarugas marinhas?

Biodiversidade e Equilíbrio dos Ecossistemas

As tartarugas marinhas são uma parte essencial dos ecossistemas marinhos. Elas ajudam a manter a biodiversidade, contribuindo para o equilíbrio de várias espécies marinhas. Como predadores e presas, elas regulam as populações de águas-vivas, ervas marinhas e espécies de esponjas, que ajuda a manter a saúde e a diversidade da vida marinha. 

Espécies-chave

As tartarugas marinhas são consideradas uma “espécie-chave” porque sua presença ou ausência afetam significativamente a estrutura geral e a função do ecossistema. Proteger as tartarugas marinhas também significa proteger o habitat que elas usam, o que beneficia muitas outras espécies nos mesmos habitats.

Ecossistemas de Praia

As tartarugas marinhas desempenham um papel crucial nos ecossistemas de praia. Quando as tartarugas marinhas fêmeas vêm à praia para nidificar, elas depositam ovos que servem como fonte de nutrientes para a vegetação dunar, que estabiliza o litoral e protege contra a erosão

Significado Cultural e Espiritual

As tartarugas marinhas possuem um valor cultural e espiritual significativo para muitas comunidades ao redor do mundo. Muitas vezes são consideradas como símbolos de longevidade, sabedoria, guardiões, e fertilidade. Ao proteger as tartarugas marinhas, também ajudamos a preservar o patrimônio cultural e as tradições.

Resiliência às Mudanças Climáticas

As tartarugas marinhas são afetadas pelas mudanças climáticas, principalmente pelo aumento do nível do mar e pelas mudanças nas temperaturas dos oceanos. Salvando e preservando os habitats e as populações, contribuímos para uma resiliência geral do ecossistema e adaptação às mudanças climáticas

Pesquisa Científica e Educação

As tartarugas marinhas são objetos valiosos para pesquisas científicas. Estudar seu comportamento, padrões migratórios, e biologia pode fornecer insights essenciais sobre ecossistemas marinhos e processos ecológicos mais amplos. 

Acordos Internacionais e Nacionais

Vários países assinaram acordos e convenções internacionais visando a proteção das tartarugas marinhas, como a convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES) e a Convenção Inter-Americana para a Proteção e Conservação das Tartarugas Marinhas (IAC). Proteger as tartarugas marinhas é essencial para cumprir esses compromissos.  

Um tipo peculiar
de espécies

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Linhagem Antiga

As tartarugas marinhas existem há muito tempo, com evidências fósseis que datam de mais de 100 milhões de anos. Elas são frequentemente chamadas de “fósseis vivos” devido à sua linhagem antiga e mudanças mínimas em sua estrutura corporal básica ao longo do tempo.

Proteção de casca

Uma das características mais distintivas das tartarugas marinhas é sua carapaça dura e óssea, que funciona como uma cobertura protetora para seus corpos. 

Migrações de longa Distância

As tartarugas marinhas são navegadores notáveis e empreendem migrações de longa distância entre áreas de alimentação e nidificação, muitas vezes ao longo de milhares de quilômetros

Navegando pelo campo magnético da Terra

A pesquisa sugere que as tartarugas marinhas podem detectar o Campo magnético da Terra e usá-lo como um auxílio à navegação durante suas migrações. Essa habilidade notável os ajuda a encontrar o caminho de volta às suas praias de nidificação, mesmo depois de passar anos em mar aberto.

Hábitos Alimentares

A dieta das tartarugas marinhas varia entre as espécies, mas elas se alimentam de plantas marinhas (ervas marinhas e algas), agua vivas e outro invertebrados.

Dependente da temperatura
determinação do sexo

O sexo dos embriões é determinado pela temperatura na qual os ovos são incubados. Temperaturas mais quentes tendem a produzir mais fêmeas, enquanto temperaturas mais baixas produzem mais machos. A mudança climática e o aumento das temperaturas podem potencialmente distorcer as proporções sexuais das populações de tartarugas marinhas, afetando sua sobrevivência a longo prazo.

Ameaçadas de Extinção?

Sim, as tartarugas marinhas fazem parte das especies em risco de extinção no mundo.

De cada 1000 tartarugas nascidas, apenas 1 consegue atingir a maturidade.

Além dos predadores naturais, ações humanas têm causado inúmeros desafios e ameaças que impactaram significativamente as populações de tartarugas marinhas.

Aqui algumas dessas ameaças:

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Destruição do Habitat

O desenvolvimento costeiro, a poluição e a erosão das praias levaram à perda e degradação das praias de nidificação das tartarugas marinhas. Com menos locais de nidificação adequados, sua capacidade de pôr ovos e eclodir garras bem-sucedidas fica comprometida.

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Captura Acidental

Junto com o emaranhamento, as tartarugas marinhas também correm o risco de serem capturadas como bycatch em operações de pesca dirigidas a outras espécies. Frequentemente, eles se afogam em equipamentos de pesca projetados para capturar peixes e outras criaturas marinhas.

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Alterações Climáticas

 O aquecimento das areias pode distorcer as proporções sexuais dos filhotes, devido à determinação do sexo dependente da temperatura, levando a um desequilíbrio na população. Além disso, a mudança climática está causando o aumento do nível do mar, o que ameaça os locais de nidificação baixos.

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Poluição

A poluição marinha, especialmente detritos de plástico, representa uma grave ameaça para as tartarugas marinhas. Eles podem confundir sacolas plásticas e outro lixo com águas-vivas e ingerir os detritos nocivos, o que pode causar ferimentos, bloqueio ou morte.

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Emaranhamento em redes de Pesca

As tartarugas marinhas ficam presas em redes de pesca e outros equipamentos, causando ferimentos e morte. Isso é particularmente comum na pesca de arrasto e rede de emalhar. 

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Colheita Excessiva

Historicamente, as tartarugas marinhas foram caçadas por sua carne, ovos e conchas, reduzindo significativamente suas populações. Embora a caça agora seja ilegal em muitos lugares, ela ainda ocorre em algumas regiões, representando uma ameaça para as tartarugas marinhas.

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Predação

Ovos e filhotes são vulneráveis à predação por vários animais, incluindo caranguejos, pássaros e mamíferos. As atividades humanas podem interromper os padrões naturais de predação.

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Iluminação Artificial

Luzes artificiais nas praias podem desorientar fêmeas e filhotes em nidificação, afastando-os do oceano ou em direção a áreas perigosas em vez da água.

A missão do Tartarú

Nossa missão é proteger as espécies de tartarugas marinhas que chegam à Península do Marau.

Das 7 espécies de tartarugas marinhas distribuídas pelo mundo, 4 ocorrem aqui. São elas: 

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Tartarugas Cabeçudas
 
(Careta Caretta)

As Cabeçudas são nomeadas por sua cabeça grande e mandíbula forte, o que lhes permite se alimentar de presas de casca dura, como caranguejos e moluscos. Elas têm uma ampla distribuição e podem ser encontradas em águas temperadas e tropicais do mundo inteiro. 

Tartarugas de Pente
 
(Eretmochelys imbricata)

As de Pente são nomeadas por seu bico de distinto formato, que se assemelha ao de uma ave de rapina. Elas se alimentam principalmente de esponjas e são importantes para a saúde dos recifes de corais.

Tartarugas Verdes-Oliva 
(Lepidochelys olivacea)

As Verdes-Oliva são nomeadas por sua carapaça, cor de azeitona. Esta espécie é a menor e mais abundante encontrada no Brasil. 

Tartarugas Verdes
 
(Chelonia mydcomo)

As Verdes são uma das maiores espécies de tartarugas marinhas e recebem esse nome devido à cor verde de sua gordura. Elas são principalmente herbívoras, alimentando-se de ervas marinhas e algas.

O Tartarú tem uma equipe que faz um monitoramento intensivo na área de desova, durante a época de reprodução, que vai de setembro a março.

O trabalho consiste na observação diária dos 22 km de praia para coletar os dados científicos exigidos pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes), que inclui:

O número de ninhos encontrados, o número de ninhos com danos ou distúrbio, o número de tartarugas perdidas, o número de ovos dentro de cada ninho, o reconhecimento da espécie, o georreferenciamento (GPS), a identificação de ameaças existentes, e a gestão e proteção dos ovos para garantir a máxima sobrevivência dos filhotes até chegarem ao oceano.

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